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Fundo: Halim Souki

 

DIVINÓPOLIS REVELADA PELO OLHAR ESTRANGEIRO DE HALIM SOUKI

Halim Souki foi um comerciante libanês que chegou à cidade de Divinópolis em 1926 e aqui viveu até 05 de maio de 1950, quando faleceu. Também fotógrafo, registrou elementos da religiosidade, do trabalho, da cultura, do comércio, da política – entre outras – da história divinopolitana.

Em Divinópolis, instalou a Casa Oriente, um estabelecimento comercial que vendia gêneros alimentícios, tecidos e utilidades em geral. Posteriormente instalou a Nova Oriente em continuidade a Casa Oriente. Tal estabelecimento tornou-se um centro de discussões políticas e reuniões entre as lideranças políticas do município. No alto do prédio comercial, foi instalado um altofalante, através do qual a população podia acompanhar as notícias veiculadas pelas rádios sintonizadas por Halim Souki. Especificamente no período da Segunda Guerra Mundial, tal mecanismo teve grande importância para os cidadãos divinopolitanos.

Em frente à Nova Oriente – localizada num espaço central do então pequeno município – passavam os desfiles cívicos, os ternos de reinado, as procissões católicas. Tais eventos foram registrados por Halim Souki. Além desses, também os jogos de futebol entre os times da cidade, as apresentações teatrais e tantas outras iniciativas culturais incentivadas por ele.

A economia divinopolitana, nas primeiras décadas do século XX, girava em torno da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), mais tarde, Rede Ferroviária Federal S. A.. Os ferroviários eram, numericamente, significativos no município. Dessa forma, quando havia algum atraso de pagamento (algo comum nesse período), toda a cidade era afetada. Além de significativa numericamente, a categoria profissional dos ferroviários foi significativa politicamente. Muitas foram as greves dos ferroviários nesse período.

Tais greves, marcadas pela repressão comum àquele momento histórico, costumavam ser longas. Muitas vezes, as lideranças precisavam esconder-se e, com o corte de pagamento, as famílias ficavam sem condições de arcar com as despesas de alimentação. O envolvimento do comerciante Halim Souki com os ferroviários – doando alimentos a serem levados às lideranças que se mantinham escondidas, oferecendo crédito comercial às famílias até que se normalizasse o pagamento – é notório. Tal envolvimento está registrado em diversos documentos, entre eles, o livro Pelos Caminhos da Maria Fumaça, de autoria de Batistina Maria de Sousa Corgozinho, organizado por José Heleno Ferreira (2014).

A organização do acervo Halim Souki e sua disponibilização no Portal da Memória Em Redes é de fundamental importância. Além de colocar à disposição do público documentos que revelam uma face da cidade de Divinópolis sob a perspectiva de um olhar estrangeiro, poderá gerar diversos outros trabalhos de pesquisa. São muitas as questões que o acervo Halim Souki suscita na equipe responsável por esta pesquisa e, espera-se, poderá suscitar entre outros pesquisadores (acadêmicos ou não) que tiverem acesso à documentação, podem ser citados.

 

SOBRE O ACERVO

A “página” Halim Souki do Portal da Memória organiza-se em três séries fundamentais:

- série 1, composta por fotografias de Halim Souki e, principalmente, fotografias através das quais o comerciante libanês registrou e revelou a cidade aos seus contemporâneos e àqueles que vieram depois;

- série 2, composta pelos fascículos de divulgação do centenário de Halim Souki, comemorado entre o final do ano de 2003 e início do ano de 2004;

- série 3, na qual temos acesso a uma entrevista com Amira Souki Porto, filha de Halim Souki.

Lista de Acervos

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