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Semana de Museus | Peça de teatro abre o evento e inaugura espaço da UEMG Divinópolis

A abertura da 16ª Semana de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e realizada pelo Centro de Memória Professora Batistina Corgozinho (Cemud), da UEMG Unidade Divinópolis, e pelo EmRedes – Portal da Memória do Centro-Oeste Mineiro, foi marcada pela apresentação da Trupe BOBA e do professor Carlos Versiani dos Anjos, ator e diretor do Grupo Teatral da UEMG Divinópolis, com a peça “1968: o ano que não terminou”, sobre o Maio de 68, período em que houve diversas manifestações no Brasil e no mundo. A apresentação também inaugurou o teatro de arena da Unidade, um espaço para debate por meio de manifestações artísticas.

No evento, ocorrido nessa terça-feira (15 de maio), estiveram presentes os coordenadores do Cemud, professores Flávia Lemos e José Heleno Ferreira; os diretores acadêmico e administrativo da Unidade, respectivamente, professores Fabrizio Furtado de Sousa e Tiago de Morais Faria Novais; e o coordenador de Extensão da Unidade, professor José Vítor Vieira Salgado.

Em entrevista, a professora Flávia Lemos, que é historiadora, comentou a importância de se refletir sobre os eventos de Maio de 68 no contexto atual do Brasil. “Na época, o estopim [para as revoluções de Maio de 68] foram reformas no âmbito da educação que afetaria a Universidade. Nós estamos vivendo isso no sucateamento da Universidade, na educação básica, reformas que têm um aspecto muito autoritário, uma diminuição da formação humanista. Vivemos, também, num contexto muito autoritário, cheio de golpes no nosso país, e eu acho que o mais importante também é essa questão da reflexão e da resistência. Nós temos que resistir, refletir e questionar. Não podemos ficar assistindo passivamente, e acho que o Maio de 68 tem isso para nos ensinar.”

Para o professor Carlos Versiani, iniciar a Semana de Museus e inaugurar o teatro de arena com uma peça artística é uma forma de relembrar o papel do teatro enquanto manifestação política. “O teatro nessa época, 1968, tinha essa conotação. O teatro foi, também, um movimento de resistência na arte, na ditadura militar, um movimento de conscientização também da população sobre a realidade opressiva, de tudo que a gente vivia na época. Ao final do teatro, as pessoas ficavam e utilizavam do teatro como um espaço de debate da realidade, e as peças tinham um teor muito forte de conteúdo, de temas que aproximavam as peças da realidade. O teatro, hoje, 50 anos depois, está precisando, de novo, se tornar esse espaço de diálogo, conscientização e transformação”, comentou o artista.

Foram com estas perspectivas que a noite de abertura da Semana de Museus também abriu um diálogo maior sobre feminismo, política, homofobia, racismo e tantos outros assuntos que estavam presentes nas manifestações de Maio de 68 e que ainda prevalecem 50 anos depois. A performance trouxe as marcas históricas que carregamos e deixou, nos muros do teatro de arena, um registro do grito do passado que gritamos no presente: “abaixo à ditadura”.

Texto: Ayllana Ferreira e Lorena Gonçalves – Estudantes do 3º período do curso de Jornalismo da UEMG Unidade Divinópolis

Fotos: Elvis Gomes – Assessoria de Comunicação | UEMG Unidade Divinópolis

Orientação: André Camargos, Elvis Gomes e Isabella Marques – Assessoria de Comunicação | UEMG Unidade Divinópolis

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