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Semana de Museus | De Maio de 68 ao Brasil atual

“A partir do momento em que nos lembramos dos fatos passados, que ainda fazem parte do presente, conseguimos compreender a nossa realidade de maneira mais crítica”, comentou Vanda Lúcia Praxedes, professora do curso de História da UEMG Divinópolis. Foi com uma frase parecida que, às 19h de segunda-feira (14 de maio), Richardson Pontone, professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Unidade e mediador do evento, deu início à mesa-redonda que fez parte da programação da 16ª Semana de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e realizada pelo Centro de Memória Professora Batistina Corgozinho (Cemud), da UEMG Unidade Divinópolis, e pelo EmRedes – Portal da Memória do Centro-Oeste Mineiro.

Com o título “50 anos de Maio de 68: da universalização das lutas ao Brasil do AI-5”, a mesa foi composta, além da professora Vanda, que é doutora em História, e do professor Pontone, mestre em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Unidade, por Robson Pereira Calça, doutor em Filosofia e Educação e professor de Filosofia na Unidade. O evento abordou as revoltas de maio de 1968, o contexto político e social vivido ao redor do mundo naquela época, a importância dos movimentos sociais em prol da democracia e a relação de tudo isso com a conjuntura social e política encontrada atualmente no Brasil.

“Nós somos sujeitos históricos, vivemos em um mundo e acreditamos que as coisas acontecem independentemente da nossa vontade. Há algumas ocasiões na história que funcionam como ruptura disso. Fica óbvio para os indivíduos, para as pessoas, que elas podem mudar a situação e a realidade em que vivem. Este momento específico, os acontecimentos de 68, é um exemplo”, pontuou Robson sobre a importância de se falar sobre o Maio de 68.

Para Amanda de Freitas Maciel, estudante de História na Unidade e espectadora da mesa-redonda, analisar o episódio e abordá-lo no meio acadêmico é relevante para que os estudantes consigam compreender o que estão vivendo atualmente, já que muitos acontecimentos que ocorreram naquela época estão se repetindo nos dias atuais. “Coisas que estudávamos no livro de história, e achávamos que nunca iriam acontecer, estão se repetindo. Eu acho que a importância de eventos assim, desse conhecimento, é para a gente entender o que estamos vivendo”, afirmou Amanda.

Além do mais, Praxedes completou dizendo que, em todos os episódios citados, o movimento começou com os estudantes. Foram os jovens secundaristas e os universitários que iniciaram os movimentos de transformação; em outras palavras, o público da mesa-redonda. “Nós temos direito à verdade, à memória e à reparação”, disse a professora. A partir do momento em que as pessoas se lembram do que houve e debatem e dialogam, começam a questionar a realidade em que vivem.

Texto: Ayllana da Cunha Ferreira e Lorena Gonçalves – Estudantes do 3º período do curso de Jornalismo da UEMG Unidade Divinópolis
Fotos: André Camargos – Assessoria de Comunicação – UEMG Unidade Divinópolis
Orientação: André Camargos e Elvis Gomes – Assessoria de Comunicação – UEMG Unidade Divinópolis

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