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Projeto do CEMUD é finalista em premiação nacional de preservação do patrimônio

Realizada no Arquivo Histórico de Pitangui pela UEMG Unidade Divinópolis, a iniciativa de preservar e divulgar o patrimônio documental da Sétima Vila do Ouro está entre as iniciativas finalistas que concorrem ao Prêmio Rodrigues Melo Franco de Andrade, um dos maiores com vistas à promoção e preservação do patrimônio cultural de todo o país.

O projeto, que ficou entre as 60 propostas que serão analisadas pela comissão nacional de avaliação do prêmio (foram 220 inscritos, inicialmente), foi desenvolvida por professores e alunos do curso de História integrantes do Centro de Memória Batistina Corgozinho e por membros voluntários da comunidade. As atividades começaram em 2004, quando um convênio foi firmado entre o Instituto Histórico de Pintangui, a prefeitura da cidade e a UEMG.

Nesses anos, foi feita uma avaliação da documentação que compõe o arquivo histórico. Os documentos foram alocados em novo espaço físico e, desde então, vem recebendo um tratamento que envolve limpeza, acondicionamento, organização e descrição dos itens.



Curiosidades
O historiador Charles Aquino, que participou do projeto, relembra que no ano passado Pitangui comemorou 300 anos de fundação e entre as centenas de documentos do arquivo, existe um mais antigo do que a própria fundação da cidade. “Pitangui surgiu no fim do século XVII e foi elevada a vila em 1715, ou seja, este documento prova que, Pitangui já tinha um cartório que funcionava antes mesmo de ser reconhecida como Vila,” relembra o historiador.

Outros documentos que chamaram a atenção dos integrantes do projeto são ações sumárias onde as pessoas penhoravam as suas almas: “As pessoas iam até as vendas, compravam as mercadorias e firmavam um acordo verbal para o pagamento. Quando o cliente não cumpria com sua palavra, ele era intimado a comparecer perante o juiz e jurar pela própria alma. Claro, todas falavam a verdade porque ninguém queria perder a sua alma”, contou Charles Aquino

Final
A última etapa da premiação será realizada nos dias 27 e 28 de julho, quando a comissão nacional se reunirá na sede do Iphan, em Brasília (DF), para definir os oito vencedores que serão contemplados com R$ 30 mil. O dinheiro será dado como estímulo e forma de reconhecimento às iniciativas de preservação, salvaguarda e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural.

“Pitangui é a mãe de todos os municípios da região Centro-Oeste e estarmos entre os finalistas, nos permite divulgar o arquivo que contém parte da história da sétima cidade de Minas Gerais. Estamos na torcida para que o nosso projeto seja um dos vencedores. O prêmio em dinheiro será doado para a reestruturação do local onde o arquivo está guardado,” disse o historiador.

 

Assessoria de Comunicação da UEMG Unidade Divinópolis com informações do Portal Centro-Oeste

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